Por que decidi documentar minha vida em público

A trilha sonora de hoje está sendo meu namorado cantando as melhores do Seu Jorge. Hahaha.

É engraçado falar sobre isso porque eu sempre fui extremamente tímida. Mas tímida de verdade. Do tipo que tinha vergonha de postar, no meu próprio Instagram, uma paisagem que eu achava bonita.

Sempre tive muito medo de errar. Medo de fazer feio, de alguém julgar, de alguém pensar alguma coisa sobre mim.

Até que, em algum momento, eu percebi uma coisa muito simples:

Ninguém liga tanto assim.

E isso não é triste. Na verdade, é libertador.

Ninguém está analisando se sua foto tem filtro, se o vídeo ficou perfeito ou se você escolheu a legenda certa. Talvez exista uma ou outra pessoa com tempo sobrando para falar da vida dos outros, mas, convenhamos, a maioria está ocupada demais tentando resolver os próprios problemas.

E, ao mesmo tempo que sempre vai existir quem não goste do que você faz, também sempre vai existir quem goste de acompanhar. Gente que gosta de ver a rotina dos outros, de participar um pouquinho da vida de alguém, mesmo que seja só por uma tela.

Antes de aparecer, eu já gostava de contar histórias

Eu sempre gostei de editar vídeos. Acho que, antes mesmo de gostar de aparecer, eu já gostava de contar histórias.

Foi aí que comecei uma série que sempre começava do mesmo jeito:

“Esse é mais um episódio da Bruna tentando ser adulta… ou quase isso.”

Na época, eu nem imaginava o quanto isso mudaria a forma como eu me enxergava.

O emagrecimento foi o começo de tudo

Quando decidi passar pelo meu processo de emagrecimento, pensei: quer saber? Vai ser incrível poder olhar para trás e rever todas as minhas versões.

Cada luta vencida, cada pequena conquista, cada fase.

Porque a maioria dessas coisas acontece no off.

A gente abre o Instagram e vê treino, dieta, peso diminuindo, antes e depois… mas quase ninguém mostra a crise de choro às duas da manhã achando que nunca vai conseguir.

Ninguém fala sobre vestir uma calça mais folgada e, em vez de sentir alívio, pensar que talvez seja só impressão. Ou que você só está menos inchada naquele dia.

Eu queria mostrar essa parte também.

Queria ser real no meio de tanta coisa editada, montada e não contada.

E, sem perceber, fui me encontrando

O mais curioso é que documentar minha vida começou a ter muito menos a ver com internet e muito mais a ver comigo.

Cada vídeo que eu posto, cada texto que escrevo e cada pensamento que compartilho faz com que eu descubra um pouquinho mais de quem eu sou.

Não do que as pessoas dizem que eu sou.

Mas de quem eu realmente sou.

E isso tem sido lindo.

Desafiador? Muito.

Mas, principalmente, libertador.

Não é sobre ficar famosa

Não acho que vou ficar mega famosa **embora seja um desejo, claro. kkk

Já imaginou ser uma Mari Menezes da vida?

Aliás, falando nela, a Mari é uma das pessoas da internet que mais me inspiram. Ela nunca teve medo de mostrar quem ela é. E acho que é justamente isso que mais me encanta nela.

Ela simplesmente existe.

É ela, e ponto.

Falem o que quiserem. Ela sabe quem é e mostra isso para o mundo.

Mas, no fim das contas, documentar minha vida nunca foi sobre ficar famosa.

Antes de ser para os outros, é para mim

O objetivo sempre foi registrar.

Antes de ser para os outros, é para mim.

É uma forma de me encontrar.

De guardar versões minhas que talvez eu esquecesse se não tivesse gravado.

Eu confesso que amo fazer isso. Só me falta tempo, porque, se dependesse de mim, eu registraria muito mais.

Mas o que já tem acontecido me deixa feliz o suficiente.

Quando alguém se identifica, tudo ganha mais sentido

Existe uma parte dessa história que eu não esperava: descobrir que tem gente que gosta de acompanhar o meu mundinho.

Gente que faz marmita porque lembrou de uma foto que eu postei.

Que lembra do próprio objetivo porque viu um vídeo meu.

Que me manda mensagem dizendo que se sentiu inspirada.

Pode parecer pouco. Afinal, eu não sou nenhuma influenciadora com milhões de seguidores.

Mas, para mim, isso vale muito.

Saber que alguém escolheu gastar alguns minutos do dia ouvindo o que eu tenho para dizer ainda parece meio surreal.

Acho que encontrei a resposta

Acho que foi aí que eu encontrei a resposta para essa pergunta.

Eu comecei a documentar minha vida porque queria lembrar de quem eu fui.

Queria poder rever minhas versões, minhas fases, minhas conquistas e até os dias em que achei que nunca sairia do lugar.

E, se no caminho alguém se sentir um pouquinho menos sozinho, lembrar dos próprios objetivos ou encontrar coragem para começar alguma coisa…

Melhor ainda.

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